Revista Aviação Notícias – Editorial: Varig, o fim do final do fim de uma era – Domingo, 22 de Agosto de 2010

Fabio Becherini

Dia 20 de agosto de 2010 marca o fim de uma era.

Nesse dia foi decretada a falência da Flex, da Rio Sul e da Nordeste, as quais estavam tentando, há cinco anos já, voltar a operar como empresas rentáveis.

A decisão foi tomada a partir de pedido do próprio administrador e gestor judicial da companhia, que informou que as empresas – em recuperação judicial há cinco anos – não têm como pagar as dívidas, estimadas em R$ 7 bilhões.

Na verdade , ao meu ver , esse é o “terceiro fim” da Pioneira.

Terminou quando parou de voar.

Terminou quando foi vendida à Gol, que não soube fazer bom uso de sua marca.

Terminou de terminar agora, com a falência das 3 empresas.

Não que eu realmente acreditasse que a Flex, (um nome de gosto discutível para uma empresa de aviação, para dizer o mínimo) tivesse condições de vencer, a não ser que recebesse a ação que cobra da União, de cerca de R$ 4 bilhões por perdas com o congelamento de tarifas nos anos 80 e 90.

Podem me chamar de saudosista, mas a Varig era a Varig, e nenhuma empresa, até agora, conseguiu ocupar o seu lugar.

A TAM aparentava, aos poucos, ir seguindo nessa direção, mas sua “combinação” com a LAN tirou toda a graça “da coisa”. Nao se trata mais do “orgulho de ser brasileira”, mas agora sim do “orgulho de ser chilena …?”

A Gol, depois de adquirir a “parte boa” da Varig e tentar continuar seus voos internacionais, voltou atrás e “aposentou” seus Boeing 767.

As empresas “nanicas”, como a Azul, Webjet, Avianca, Trip e Passaredo, fazem o que podem para tentar avançar em um mercado dominado por LAN/TAM e Gol. Na verdade, a combinação LAN/TAM (sim, nessa ordem mesmo) apenas dará mais força ao já instalado duopólio.

E esse duopólio, óbviamente, é pessimo para os infelizes usuários das linhas aéreas.

No final de julho, o “sistema” da Gol errou, o País parou.

Há cerca de um ano atrás, foi a vez da TAM (ainda era somente TAM, sem LAN), e o País parou.

Torço mesmo para que as “nanicas”, com ou sem “combinações” com empresas estrangeiras, consigam avançar nesse mercado “predador”.

Melhor para o País, melhor para os passageiros.

P.S.: Temos ainda o problema dos aeroportos, mas isso já é uma outra história …

Em tempo: meu último voo Varig foi a bordo de um B777. Na verdade, tive a sorte de voar em dois Varig B777 diferentes em um mesmo dia, lá pelos idos de 2005.

Excelente avião, excelente empresa …

Saudosista, eu?

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