Lufthansa compra Brussels Airlines e parte da BMI

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A Comissão Europeia aprovou a compra da Brussels Airlines pela alemã Lufthansa, por cerca de 250 milhões de euros. A companhia alemã compra agora 45% do capital da congénere belga, podendo em 2011 adquirir os restantes 55%.

Para a CE aprovar o negócio, a Lufthansa vai ceder algumas rotas da Brussels Airlines a concorrentes. Além da Brussels, a Lufthansa fechou ontem a compra de 50% da britânica BMI por 263 milhões de euros, elevando a participação na empresa para os 80%. A BMI controla 11% dos slots em Heathrow.


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United Airlines irá demitir 600 funcionários

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A companhia aérea norte-americana United Airlines informou que decidiu demitir mais 600 funcionários, alegando uma adaptação ao mercado. Os 600 empregos representam cerca de 4% do total de funcionários da empresa aérea, que conta hoje com 13.500 empregados.

No ano passado, a United Airlines já havia demitido 1.500 funcionários. Segundo Megan McCarthy, porta-voz do grupo, em 2008 ocorreram “saídas voluntárias e esperamos obter novas demissões espontâneas” agora.

Os funcionários tem até 31 de agosto para decidir se aderem ou não ao programa de demissão voluntária.


Airbus – Primeiro Airbus montado na China é entregue

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O A320 da Sichuan Airlines decola na China (divulgação Airbus)
O A320 da Sichuan Airlines decola na China (divulgação Airbus)
A Airbus entregou hoje o primeiro avião – no caso um A320montado na China, na Linha Final de Montagem China, na cidade de Tianjin.

Na cerimônia solene, estavam presentes o presidente e CEO da Airbus, Tom Enders, e o chairman da Dragon Aviation Leasing, Li Hai.

O A320, sob contrato de leasing, foi entregue à Sichuan Airlines.

É a única planta do fabricante de jatos fora da Europa.


Ucrânia modernizará aviões An-32 da Índia

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an-32

A Ucrânia modernizará e reparará cerca de 120 aviões de transporte Antonov An-32 pertencentes à Força Aérea da Índia (IAF) por cerca de 600 milhões de dólares, segundo o diário ucraniano Delo.

O grupo ucraniano Spetstechnoexport y e o Ministério da Defesa da Índia acertaram o acordo correspondente durante o Salão Aeroespacial de Le Bourget, encerrado na semana passada em Paris.

Os detalhes do contrato se mantém em segredo, porém, sabe-se que sua execução ficará a cargo de duas empresas: Antonov e Motor Sich.

FONTE: RIA Novisti / FOTO: Bharat-Rakshak


USAF não quis levar F-22 para Le Bourget

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Suspeita de monitoramento eletrônico pelos franceses pode ter sido a razão

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A USAF decidiu não enviar o seu mais moderno caça para a feira aeroespacial de Le Bourget este ano, citando outros compromissos, informou Christopher Trippick, o porta-voz da empresa Lockheed Martin Corp, fabricante do Raptor.

O funcionário da empresa norte-americana disse ainda que o F-22 também não participará da Royal International Air Tattoo, que ocorrerá no próximo mês no Reino Unido.

O Raptor foi uma das sensações da feira de Farnborough no ano passado, fazendo uma apresentação de 12 minutos. Ele também foi apresentado na Royal International Air Tattoo de 2008.

Executivos das indústrias européias no entanto disseram que os EUA, assim como Lockheed, estão apreensivos quanto à exposição da aeronave a varreduras de radar, revelando seus segredos.

História semelhante teve o F-117, que fez uma aparição da feira de Paris em 1991 e dois anos depois o governo Clinton proibiu a apresentação do mesmo e de qualquer aeronave militar dos EUA a edição de 1993 daquele evento.

Segundo um fonte da indústria aeroespacial, que pediu anonimato, o governo francês estaria utilizando radares com frequência extremamente baixa, de longo alcance, para monitorar e avaliar aeronaves furtivas em fase final de aproximação, levantando suspeitas norte-americanas.

Com informações da Reuters do Reino Unido.

FOTO: Joe McNally


FAB – Decisão bilionária II

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Propostas apresentadas à Aeronáutica mostram que o Brasil deverá pagar até R$ 12 bilhões por novos caças

Mário Simas Filho

Entrou em contagem regressiva o prazo para a definição sobre os 36 novos caças supersônicos que o País irá comprar para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB). Na sexta-feira 12, aterrissaram no Comando da Aeronáutica três pacotes contendo as últimas propostas dos fabricantes de cada um dos aviões finalistas: Gripen NG (sueco), F-18 (americano) e Rafale (francês). Os documentos são sigilosos e, além do preço das aeronaves, relacionam detalhes técnicos, cronograma de fabricação e manutenção, armamentos que poderão ser utilizados, radares, contrapartidas comerciais e disponibilidade de transferência tecnológica. A papelada revela que as propostas finais variam entre R$ 8 bilhões e R$ 12 bilhões. Dependendo da opção a ser tomada pelo governo, valor semelhante poderá ser gasto nos próximos 30 anos com a manutenção das aeronaves. A decisão caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois de ouvidos o Conselho de Defesa Nacional e os oficiais da FAB. O anúncio final está previsto para a segunda quinzena de julho.

“Não se trata apenas de preço, embora esse seja um dado significativo”, tem afirmado o ministro Jobim. “Precisamos de um avião capaz de promover nossa defesa e um nível de transferência tecnológica que assegure o desenvolvimento da indústria nacional e permita ao País conceber seus próprios aviões.”

Os documentos entregues ao Comando da Aeronáutica na sexta-feira 12 são o resultado de mais de sete anos de negociações e disputas entre os fabricantes. Os três finalistas foram anunciados no final do ano passado e apresentaram suas primeiras propostas em fevereiro.

Depois disso, Jobim, oficiais da Aeronáutica, deputados e senadores mantiveram diversos encontros com os fabricantes, fizeram visitas técnicas às fábricas e novas propostas foram entregues em março. Agora, chegaram as ofertas finais, que não podem mais ser alteradas. Quando comparadas às primeiras propostas, muita coisa mudou. No que se refere aos preços, segundo um oficial ouvido por ISTOÉ, houve uma redução média de 15%.

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Dos três finalistas, o F-18 e o Rafale são mundialmente reconhecidos. Existem 350 F-18 já em operação e 120 Rafale, que equipam a Marinha e a Aeronáutica francesa. Ambos são comercializados por valores que variam entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões. O Gripen NG, por sua vez, é um avião ainda em desenvolvimento e nenhuma unidade foi vendida, embora os suecos estejam em processo de negociação com a Índia e a Grécia, além do Brasil. O fato de tratar-se de um equipamento em construção, no entanto, agrada aos setores da FAB, que vislumbram a possibilidade de participar efetivamente do desenvolvimento do avião. O problema é que o caça sueco tem em sua planta componentes fornecidos pelos Estados Unidos e por mais cinco países da União Europeia, o que torna extremamente complexo qualquer acordo de transferência tecnológica. “Não podemos correr o risco de financiar o desenvolvimento de um projeto sem ter absolutamente certo que poderemos dispor de toda a tecnologia empregada”, disse um dos sete deputados que estiveram na Suécia recentemente. No ano passado, a Noruega, que assinara um acordo de participação no desenvolvimento do Gripen NG, rompeu o compromisso e comprou caças americanos.

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Também ocorreram diversas mudanças técnicas desde o início do projeto FX, nome dado pelos militares para o processo de escolha dos caças, até a entrega das propostas finais. O Gripen apresentou uma série de aprimoramentos em relação à versão que iniciou a disputa e que está em operação na África do Sul, República Checa e Hungria. Mudou, por exemplo, o trem de pouso para permitir maior capacidade de combustível e, portanto, maior autonomia de voo. Mesmo assim, continua, quando comparado aos concorrentes, o avião de menor alcance. Trata-se de um dado importante a ser considerado pelo Conselho de Defesa Nacional. Se optar por um avião de menor autonomia de voo, o Brasil terá que construir novas bases aéreas ao longo de seu território.

Quanto à transferência de tecnologia, segundo os oficiais ouvidos por ISTOÉ, as propostas finais não trouxeram grandes mudanças. Os franceses prometem os códigos-fonte, a concepção de design e o detalhamento para o desenvolvimento e a fabricação futura no Brasil.

Para isso, os fabricantes precisam de expressa autorização da Secretaria-Geral da Defesa Nacional da França e da Direção- Geral de Armamento. Como o Brasil e a França já têm assinados acordos de cooperação na área de defesa, o processo de autorização pode ser facilitado. No caso do F-18, a legislação americana é muito restritiva no que se refere à transferência tecnológica em equipamentos de uso militar. A autorização precisa ser fornecida pelo Departamento de Estado dos EUA, que só avalia a demanda depois da compra feita pelo país interessado e após aprovação pelo Congresso americano. Como boa parte do Gripen tem origem nos EUA, inclusive o motor, os suecos acabam tendo as mesmas restrições.

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Apesar de o projeto FX correr sob sigilo, há no Congresso um movimento para que as questões relativas à transferência tecnológica sejam colocadas de forma aberta. “Não estamos apenas comprando aviões, mas, sim, conhecimento para que possamos manter nossa soberania”, diz o deputado Roberto Santiago (PV-SP), que nesta semana deverá encaminhar ofício pedindo o comparecimento do ministro Jobim no Congresso para detalhar o processo de escolha dos novos caças. Independentemente de qual avião será escolhido, a preocupação na FAB é a de que os prazos sejam cumpridos, pois boa parte dos caças que compõem a atual frota brasileira não terá condições de voar a partir de 2013.

FONTE: Isto É

NOTA 1: Ironicamente, a matéria parece ter um viés para o Rafale, mas na ficha técnica do caça francês a foto que saiu na revista é a do Gripen.

NOTA 2: Não há nenhum impedimento técnico que impossibilite os atuais caças da FAB de voarem a partir de 2013.


‘Made in Russia’ – Mitos e verdades sobre os russos no mercado de defesa

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Sukhoi

A fracassada negociação da venda das aeronaves de reabastecimento aéreo IL-78 para a Índia trouxe à tona uma questão recorrente no mercado de defesa. O equipamento de origem russa é de qualidade inferior quando comparado com seus equivalentes ocidentais? Deixando de lado questões culturais e preconceitos, o periódico russo Pravda (cuja tradução literal para o português é ‘verdade’) foi investigar a questão.

A indústria de defesa russa (’Oboronka’) está diante de questões problemáticas relacionadas ao gerenciamento de contratos e ao suporte aos clientes tradicionais. No caso dos Il-78 para a Índia, fontes da mídia russa e internacional apontam questões relacionadas à não conformidade dos requisitos estabelecidos pelo cliente. Peças de reposição e serviços de apoio pós-venda também foram duramente criticados. Como resultado, a européia EADS foi favorecida na concorrência.

“Após o colapso da URSS, a Rússia alterou a forma de gerenciamento da indústria de defesa. Atualmente estamos enfrentando problemas com sobressalentes, apoio dos fabricantes e atrasos relacionados à estrutura centralizada das corporações”, disse Fali Homi Major, Comandante-em-Chefe da Força Aérea da Índia, à agência russa RIA Novosti.

O caso dos Il-78 para a Índia não é o primeiro, nem o mais escandaloso. “O fato de maior repercução internacional foi quando a Argélia recusou o recebimento dos caças MiG e nos devolveu as aeronaves. “informou o analista Alexander Khramchihin do Instituto Política e Defesa ao site Bigness.ru.

Em relação à negociação com a Argélia, citada por Khramchihin, os 15 caças MiG-29CMT enviados para o país africano em 2007 foram vendidos como unidades novas, mas foram entregues com peças usadas. Segundo algumas fontes, as aeronaves foram fabricadas com peças que continham centenas de horas de voo.

“Existem vários casos envolvendo a Índia relacionados com diversos tipos de vendas de material de defesa, principalmente na área naval”, completou Khramchihin. A Índia era um dos clientes principais da URSS e continua sendo um parceiro de peso da Rússia na área de defesa. O caso da modernização do porta-aviões Gorshkov fala por si só. Atrasos e elevação nos custos tirou o humor do cliente.

Problemas técnicos também surgiram na transferência da fragatas construídas na Rússia para a Índia. Os sistemas de mísseis de defesa antiaérea falharam completamente em acertar os alvos.

Entretanto, relações de ordem política exclusiva entre a Índia e a Rússia só tinham espaço na época da Guerra Fria. Hoje a situação é outra. “Na época da Guerra Fria a relação URSS-Índia possuía forte orientação política”, disse Khramchihin. “Hoje a Índia pode adquirir material de defesa de quem ela quiser. O mercado tornou-se muito maior do que era antes. O que a Índia disse serve como um aviso para nós que estamos produzindo material militar de baixa qualidade”, afirmou ele.

As vantagens competitivas do produto de defesa produzido na URSS era o seu baixo custo (em alguns casos um verdadeiro ‘dumping’ econômico), sua simplicidade e sua robustez. No entanto, embora o hardware militar da Rússia continue simples, ele começou a perder sua robustez. Por outro lado o custo elevou-se.

A resposta para isso, segundo alguns, é o processo inflacionário ocorrido na Rússia capitalista associado à degradação do complexo industrial militar do país. Os contratos com os órgãos de defesa da Rússia e as vendas para o exterior aumentaram, mas a indústria de defesa russa não consegue recuperar aquela capacidade de produzir em massa, típica do período soviético.

“Fábricas velhas que produziam equipamentos em quantidade e qualidade em outros tempos não conseguem se adequar ao perfil do mercado atual”, disse o analista Ruslan Pukhov, do Centro de Estratégia e Tecnologia da Rússia ao site Bigness.ru.

Também existe um componente laboral neste história toda. “O dinheiro está lá, mas não há mão de obra”, argumenta Kramchihin.

Se esta situação não se modificar, a Rússia perderá o seu espaço no mercado de defesa. Sinais disso já estão ocorrendo. Segundo estudos do SIPRI (Stockholm International Peace Research Institute) e do BICC (Bonn International Converse Center) a fatia do equipamento russo neste mercado ficou menor nos últimos anos.

Comparando o período 2004-2008 com o quinquênio anterior (1999-2003) o mercado de defesa no mundo cresceu 21%. Neste mesmo período as vendas de armamento de origem russa aumentaram apenas 14%. Isso é uma demonstração clara de encolhimento.