Brasil começa a usar em agosto novo sistema de monitoramento de aviões por satélite

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RIO – Os controladores do espaço aéreo brasileiro começam a utilizar, em agosto, um novo tipo de monitoramento de aeronaves. Segundo reportagem de Fábio Vasconcellos e Túlio Brandão publicada na edição deste domingo do GLOBO, o Automatic Dependent Surveillance-Broadcast (ADS-B) permite saber, via satélite, a posição exata dos aviões, mesmo em áreas onde não há radares terrestres, como parte da rota Rio-Paris, sobre o Oceano Atlântico, onde caiu o A330 da Air France com 228 pessoas a bordo.

A tecnologia funciona desde que o avião e os centros de controle estejam equipados. O Airbus que fazia o voo 447 tinha o ADS, o que poderia ter facilitado a sua localização, caso o sistema brasileiro já estivesse em operação.

A previsão é que até 2013 todas as aeronaves estejam adaptadas ao ADS


Estima-se que aproximadamente 70% do espaço aéreo mundial não sejam cobertos pelos radares terrestres, que ajudam no monitoramento dos aviões. O novo sistema ADS, que passa a funcionar inicialmente na rota América do Sul-Europa, é parte de uma série de mudanças que estão sendo feitas pelo Brasil para aderir ao modelo mundial de controle aéreo CNS/ATM (sigla em inglês), que significa Comunicação, Navegação, Vigilância/Gerenciamento de Tráfego Aéreo.

O CNS é considerado o que há de mais moderno em controle de voo. Permite que o globo terrestre seja totalmente mapeado por uma constelação de satélites americanos e europeus. Com isso, as aeronaves serão não apenas monitoradas on-line, como também haverá troca de dados constante entre o avião e os controladores. Pelo cronograma, o CNS deverá ser implantado totalmente na Europa e nos Estados Unidos até 2023 e, no Brasil, até 2024. Outra mudança prevista para agosto na rota América do Sul-Europa, em aeronaves com a tecnologia disponível, será a troca de informações: deixa de ser apenas por voz e passa a ser por dados.

– A previsão é que até 2013 todas as aeronaves estejam adaptadas ao ADS – explica o tenente-brigadeiro do ar Ramon Borges Cardoso, diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.

Leia a reportagem completa na Edição Digital do Globo (somente para assinantes)

Buscas suspensas neste sábado

Por causa do mau tempo, a Marinha e a Aeronáutica suspenderam neste sábado as buscas a corpos e destroços do Airbus da Air France . Por enquanto, o número oficial de corpos recolhidos é de 44, mas ele pode chegar a 50, pois os comandos militares têm conhecimento de que há mais seis corpos a bordo do navio anfíbio francês Mistral, que só serão computados oficialmente quando forem entregues a militares brasileiros. ( Perícia preliminar mostra que corpos não apresentavam queimaduras )

Os destroços já recolhidos serão analisados por um técnico francês que chega ao Brasil neste domingo. Responsável por investigar as causas do acidente, ele fará uma perícia inicial das peças e avaliará se os destroços serão levados para a França ou se a perícia completa será realizada em território brasileiro.


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Air France 447 – Voo 447: Especialistas defendem mudanças de rotas devido a tempestades

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RIO – Depois da tragédia do voo 447, especialistas defendem que sejam feitos estudos para o redirecionamento de rotas aéreas durante períodos do ano em que a Zona de Convergência Intertropical é mais intensa. Análises feitas a partir de imagens captadas por um satélite meteorológico da Eumetsat (Organização Europeia para a Exploração de Satélites Meteorológicos) revelaram uma trágica coincidência: no momento em que o Airbus da Air France entrava na banda de nuvens da Zona de Convergência Intertropical houve um rápida intensificação da tempestade, que pode ter surpreendido o piloto.

Os dados foram captados pelo satélite Meteosat-9 e processados pelo laboratório de recepção e processamento de imagens de satélites (Lapis), na Universidade Federal de Alagoas. Com base nas imagens captadas no momento em que o voo AF 447 cruzava a região do Atlântico, o coordenador do Lapis e doutor em sensoriamento remoto pela Universidade do Arizona (EUA), meteorologista Humberto Alves Barbosa, acredita que a aeronave pode ter enfrentado condições meteorológicas adversas de rápido desenvolvimento que podem ter desempenhado um papel importante no acidente.

Para Barbosa, que iniciou um estudo de caso com base no acidente, a situação de tempo severo no momento do acidente pode ser decisiva para explicar a tragédia. Ele explicou que alguns dos cúmulos-nimbos podem ter se intensificado muito rapidamente durante a passagem do avião.

Avião pode ter encontrado condições únicas

Essas tempestades de rápido desenvolvimento e, muitas vezes, inesperadas, podem ter desempenhado um papel importante no acidente


Segundo cálculos feitos a partir dos dados do satélite, a temperatura dos topos das nuvens chegava a 83 graus negativos na região do acidente, influenciada por pulsos da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Essas condições não poderiam ser previstas com antecedência. Pode ter havido condições únicas encontradas pelo avião na passagem da região, que apresentava alta turbulência. Este padrão de temperatura é frequentemente visto com tempestades que produzem granizo e intensas correntes de ar ascendentes e descendentes.

– Essas tempestades de rápido desenvolvimento e, muitas vezes, inesperadas, podem ter desempenhado um papel importante no acidente. É uma situação muito rara numa área de rota de voo – diz o meteorologista Humberto Alves Barbosa.

Segundo ele, a temperatura do mar na região do acidente também é outro fator que ajudou a ZCIT a ficar mais intensa:

– Em média, a temperatura da região estava próxima dos 28 graus Celsius, o que é uma temperatura crítica para formação de tempestades tropicais.

Desvio de rota aumenta gasto de combustível

Por meio de gráficos que mostram um histórico da evolução da frequência de tempestades na região e das variações de anomalias de temperaturas do Atlântico, Barbosa explica que, de 1910 a 2009, a temperatura do Atlântico subiu 1,2 grau Celsius. Coincidentemente, as tempestades na região aumentaram em média de 6 para 16.

Para o ex-piloto Carlos Germano, o reexame das rotas na região deverá ser um dos resultados da investigação:

– O tráfego aumentou muito e a situação meteorológica também tem se modificado bastante. Estas rotas de longa distância têm hoje um certo limite de autonomia que não permite longos desvios. Isso tem que ser reavaliado. A única forma plausível é evitar a proximidade do avião com os fenômenos naturais.

Segundo ele, um desvio na rota aumenta a extensão do voo e também o consumo de combustível.

– O avião precisa ter um peso máximo de decolagem em função de temperatura, altitude e dimensão da pista, que é uma grande limitação. Para viajar com mais combustível, ele precisará ter menos carga. Mas com as formações meteorológicas cada vez mais imprevisíveis, alguma mudança terá de ser feita.

Ao tomar conhecimento pelo GLOBO do estudo de caso que vem sendo desenvolvido pelo professor Humberto Barbosa, o diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, comandante Ronaldo Jekins, afirmou que todos os fatores que possam ter contribuído para o acidente serão estudados com profundidade.


Air France 447 – Voo 447: Destroços sugerem que desastre foi repentino, diz especialista

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Letícia Lins e Marcelo Dutra

Destroços no galpão aberto pela FAB - AFP

RECIFE, RIO e BRASÍLIA – Os primeiros 37 destroços do voo 447, apresentados na sexta-feira na Base Aérea de Recife, reforçam a tese de que o Airbus A330 da Air France não explodiu antes de cair com 228 pessoas a bordo, na noite de 31 de maio: nenhuma das peças tinha indício de chamuscamento. Os destroços chegaram quarta-feira ao porto de Natal, a bordo do navio Grajaú, e foram levados para Recife num Hércules C-130 da FAB. Ontem foram avistados novos pedaços da aeronave. ( Veja as fotos dos destroços do voo 447 )

As peças serão analisadas por um técnico francês que chega ao Brasil domingo. Responsável por investigar as causas do acidente, ele fará uma perícia inicial e avaliará se os destroços serão levados para a França ou se a perícia completa será realizada em território brasileiro.

Poltronas usadas pelos comissários estavam recolhidas. Isto sugere que eles estavam circulando pelos corredores. Não tiveram tempo de fazer nada


O material foi cuidadosamente arrumado sobre uma lona plástica, para facilitar a observação. Os oficiais da Aeronáutica foram instruídos a não dar explicações. Mas algumas peças eram facilmente identificáveis: três máscaras de oxigênio, almofadas vermelhas, duas tampas de bagageiros, três garrafas plásticas intactas, uma maleta laranja de plástico também intacta, dois sacos plásticos amarelos. E ainda uma almofada plástica amarela transparente, lacrada, com um sinalizador de luz (dando a impressão de ser inflável), assim como parte interna da aeronave com dois assentos e os cintos de segurança desamarrados (provavelmente onde se sentam os comissários nos momentos de decolagem, pouso e turbulências). Havia, ainda, duas peças maiores – uma com quase três metros de comprimento bem destruída; e o que parecia ser uma porta, com um suporte para colocar copos ou garrafas. Além disso, havia muitas outras peças, bem pequenas, algumas com tamanho de apenas um palmo.

O ex-piloto Carlos Ari Germano, autor do livro “O rastro da bruxa”, sobre desastres aéreos, se disse impressionado com pelo menos uma das fotos divulgadas ontem pela FAB. Segundo ele, a imagem pode indicar que, seja o que quer que tenha acontecido, pegou os ocupantes do Airbus da Air France de surpresa. A tragédia teria chegado de forma tão rápida que impediu a reação da tripulação:

– Vi a parede divisória entre a galley (local onde os comissários preparam os lanches e as refeições de bordo) e o compartimento dos passageiros. Havia poltronas fixadas ali. O curioso é que aquelas poltronas duplas, usadas exclusivamente pelos comissários de bordo, estavam recolhidas. Elas são bem mais finas que as dos passageiros e, nas fotos, dá para ver ainda o cinto e o suspensório que deveria prendê-los ali. Isto sugere que os comissários estavam circulando pelos corredores. Caso houvesse um sinal de alerta devido à iminência de risco, como uma turbulência, a tripulação estaria sentada, atada aos seus lugares. Eles não tiveram tempo de fazer nada.

Kit de primeiros-socorros e porta de banheiro são identificados

O ex-piloto disse ter reconhecido ainda a maleta laranja como a de um kit de primeiros-socorros. Já o comandante Ronaldo Jenkins, consultor de segurança do Sindicato Nacional de Empresas Aéreas (Snea), disse que pôde identificar um colete salva-vidas e também parte do revestimento interno e externo da aeronave:

Nas fotos publicadas é fácil ver o estabilizador vertical e o leme de direção da aeronave


– Nas fotos publicadas em dias anteriores é fácil ver o estabilizador vertical e o leme de direção da aeronave. Havia ainda uma porta de banheiro, embora não dê para precisar qual a posição deste banheiro no avião.

Este foi o primeiro lote de destroços recolhidos pela Marinha Brasileira. De acordo com o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da FAB, brigadeiro Ramon Borges Cardoso, ainda há muitos outros destroços nos navios que se encontram na área do acidente. Uma parte deles está na fragata Constituição, que vem trabalhando no resgate de corpos e deve chegar a Recife no domingo. A maior das peças encontradas até agora ainda está na fragata Constituição.

As equipes de busca já encontraram 37 peças do Airbus da Air France - AP

O comandante do 3º Distrito Naval, vice-almirante Edison Lawrence, afirmou que seis corpos de possíveis vítimas do voo 447 da Air France estão a bordo do navio francês Mistral. As vítimas, porém, serão computadas apenas quando passarem para navios brasileiros – ainda sem prazo para acontecer. Por enquanto, o número oficial de corpos recolhidos permanece em 44. O Mistral permanece no limite entre a área de buscas de Senegal e do Brasil.

No IML do Recife os 16 primeiros corpos resgatados continuam à espera de identificação. Outros 25 corpos estão em Fernando de Noronha, onde passam por uma verificação preliminar, e mais três estão a bordo da fragata Constituição.

As buscas na sexta-feira contaram apenas com aeronaves da FAB. As duas francesas que participam da operação estão em manutenção de rotina. As condições meteorológicas continuam desfavoráveis. O submarino nuclear francês Emeraude continua vasculhando a área em busca das caixas-pretas.

Esta é a maior das operações já feitas pela FAB, envolvendo mais de 800 homens. Os navios da Marinha já navegaram 13.763 milhas (o equivalente a 25.490 quilômetros), o que representa mais de três vezes a extensão da costa brasileira, segundo o comando da Marinha e da Aeronáutica.


Air France 447 – Objetos resgatados em área de busca do voo 447 chegam ao porto de Recife (PE) amanhã

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Colaboração para a Folha Online

Os comandos da Marinha e da Aeronáutica informaram na noite deste sábado que novos destroços e objetos pessoas resgatados na área de busca do voo 447 devem chegar amanhã (14) no porto de Recife (PE). O Airbus caiu no oceano Atlântico no último dia 31, com 228 pessoas a bordo, após decolar do Rio com destino a Paris.

Leia a cobertura completa sobre o voo AF 447
Veja nomes de ocupantes do voo 447
Veja onde conseguir informações sobre o voo

Segundo os militares, os objetos ficarão a disposição dos franceses, responsáveis pela investigação. A Air France seria legalmente responsável pelos objetos, mas um acordo com a aeronáutica francesa passaram a responsabilidade para o órgão.

Marcelo Sayão/Efe
Peças e objetos retirados do Atlântico durante buscas ao avião que fazia o voo 447 da Air France são mostrados a jornalistas
Peças e objetos retirados do Atlântico durante buscas ao avião que fazia o voo 447 da Air France são mostrados a jornalistas

Também amanhã, o embaixador francês Pierre-Jean Vandoorne deve se reunir com o comando brasileiro para discutir detalhes sobre o trabalho de busca. Segundo os militares brasileiros, o encontro está marcado para as 15h30 no Cindacta-3 (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), em Recife (PE).

Hoje, o embaixador se reuniu com cerca de 20 famílias de passageiros que estão hospedadas no hotel Guanabara, no centro do Rio. Neste encontro, o embaixador afirmou que a Air France está emitindo atestados de presença no voo 447 para os parentes dos passageiros do Airbus A330.

Vandoorne explicou que o documento comprovando a presença dos passageiros no voo pode acelerar o pedido do atestado de óbito e a entrada com processos cíveis.

Destroços

Os primeiros destroços do Airbus-A330 que fazia o voo 447 da Air France recolhidos no mar não contêm sinais de chamuscamento ou de ação de fogo. As 37 peças, resgatadas e apresentadas ontem em Recife, estão dilaceradas, em pedaços de no máximo 3 metros de comprimento.

Segundo especialistas, a condição do material apresentado, aliada ao estado dos corpos já encontrados –com sinais de fraturas e nenhum deles carbonizado–, fortalece a tese de que não houve explosão no ar, pelo menos em parte do avião.

Hoje, uma nova peça foi localizada por um navio de Antígua e Barbuda que navegava a uma distância de cerca de 415 quilômetros a noroeste do arquipélago de São Pedro e São Paulo. De acordo com os militares, a peça, considerada de médio porte, permanece a bordo do navio e ainda não há previsão para que seja entregue para as autoridades brasileiras.


Air France 447 – Navio estrangeiro localiza peça do voo 447 no oceano Atlântico

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Colaboração para a Folha Online

Os comandos da Marinha e da Aeronáutica informaram na noite deste sábado que uma peça do voo 447 foi localizada hoje, por um navio de Antígua e Barbuda que navegava a uma distância de cerca de 415 quilômetros a noroeste do arquipélago de São Pedro e São Paulo. O avião, com 228 pessoas a bordo, caiu na noite de 31 de maio, quando operava um voo entre o Rio e Paris.

Leia a cobertura completa sobre o voo AF 447
Veja nomes de ocupantes do voo 447
Veja onde conseguir informações sobre o voo

De acordo com os militares, a peça, considerada de médio porte, permanece a bordo do navio e ainda não há previsão para que seja entregue para as autoridades brasileiras. Ainda de acordo com os militares, o comandante do navio relatou o encontro da peça por e-mail e enviou, inclusive, uma foto.

A peça localizada pelo navio estrangeiro foi a única encontrada neste sábado, que teve as buscas prejudicadas pelo mau tempo. Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), ‘o dia de hoje apresentou as piores condições meteorológicas para a realização de buscas’ e, por isso, todas as aeronaves brasileiras tiveram que ser recolhidas ainda durante a manhã.

Amanhã (14), a fragata Constituição chegará ao porto de Recife (PE), onde deve descarregar destroços e objetos pessoais resgatados nos últimos dias. A previsão é que a fragata chegue ao porto no período da manhã. Os objetos ficarão a disposição das autoridades francesas, responsáveis pela investigação.

Causa

Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.

As primeiras suspeitas sobre o acidente recaem sobre os sensores de velocidade e a força do vento. Aparentemente, os sensores falharam nos minutos imediatamente anteriores ao acidente, segundo 24 alertas automáticos enviados pelo avião.

A aeronáutica informou que as buscas pela caixa-preta continuam, mas estão sendo feitas apenas pelas equipes franceses.


Air France 447 – Comando da Aeronáutica – Nota 30

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13/06/2009 – 18h09
Nota 30 – 13.06.09

INFORMAÇÕES SOBRE AS BUSCAS DO VOO 447 DA AIR FRANCE

O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que, desde o início da operação, o dia de hoje apresentou as piores condições meteorológicas para a realização de buscas. Esse cenário obrigou as aeronaves lançadas a retornar às Bases e permanecer em solo durante a maior parte do dia.

Durante o dia de hoje, o navio mercante Gammagas, de bandeira Antiguana, realizando o trajeto Uruguai – Reino Unido, encontrou e resgatou parte da estrutura da aeronave acidentada, num ponto distante 415 quilômetros a noroeste do arquipélago de São Pedro e São Paulo.

A Fragata Constituição chegará amanhã pela manhã, dia 14, ao Porto do Recife (PE), onde irá descarregar destroços e objetos pessoais recolhidos na área de busca. As peças da aeronave, bem como a bagagem encontrada, ficarão sob a responsabilidade do Bureau D’enquêtes et D’Analises pour la Securité de l’Aviation civile (BEA), conforme acordo entre a autoridade aeronáutica francesa e a Companhia Aérea Air France.

Durante a passagem da Fragata Constituição nas proximidades de Fernando de Noronha, um helicóptero H-60 Blackhawk, da Força Aérea Brasileira, recolheu os três corpos que estavam no navio, transportando-os até o arquipélago para a realização dos exames periciais iniciais.

Outros 21 corpos que estavam no Arquipélago chegaram, às 14h00, na Base Aérea do Recife e foram entregues aos cuidados do Instituto Médico Legal (IML) da capital pernambucana. Os corpos que se encontram em Fernando de Noronha serão transportados nos próximos dias, conforme a progressão das perícias em andamento.

Os órgãos de imprensa interessados em registrar a chegada da Fragata Constituição ao porto do Recife, deverão se cadastrar por meio do seguinte endereço eletrônico: imprensa@cppe.mar.mil.br (Marinha do Brasil).

CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA MARINHA
CENTRO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DA AERONÁUTICA


Paris Airshow Underscores Bleak Times For Industry

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The world’s biggest airshow next week may see more soul-searching than orders as the industry wades through an economic crisis overshadowed by the worst crash in eight years.

Aviation followers have grown used to a ritual annual order showdown between Airbus and Boeing, with orders worth USD$62 billion a year ago, but few announcements are expected this year as airlines are bludgeoned by recession.

Russian civil aviation is set to steal the show with the Sukhoi Superjet 100 regional jet displayed for the first time outside Russia on Monday at Le Bourget, which alternates every year with the Farnborough Airshow in the UK.

The first post-Soviet airliner upstages Western projects hit by production delays, such as the Boeing 787 Dreamliner which could make its maiden flight in coming days or weeks.

The world’s airlines are expected to post 2009 losses of USD$9 billion, according to the latest forecast from the International Air Transport Association, which called the current crisis “the most difficult situation the industry has faced”.

“Given the limited visibility, we are not expecting there to be any bold statements about a recovery (in airlines) at this stage,” Macquarie Research analyst Rob Stallard said in a note.

Many airlines are deferring orders due to lack of financing for final payments, though Qatar Airways has said it will make a “major announcement” likely to be a plane order at the show.

Air travel received a further blow this week as health authorities declared the world’s first influenza pandemic for 40 years and warned of a long-term battle against the new H1N1 flu virus.

Eyes will also be on further clues on the cause of an Airbus A330 crash on June 1 that killed all 228 people aboard. Operator Air France has said the airline is in a state of shock over the worst disaster in its 75-year history.

Questions have centered on the aircraft’s speed sensors, known as pitot tubes, and Air France is replacing old sensors as a precaution — though its chief executive is not convinced yet that the sensors were to blame.

Defense contractors meanwhile are bracing for program cuts by the biggest military spender, the United States, where the administration of President Barack Obama has outlined plans to halt or reduce weapons projects.

STRATEGIC PARTNERSHIPS

European aerospace and defense group EADS, parent of Airbus, is unlikely to be able to give more clarity on the military A400M airlifter after governments said this week they needed a further six months to decide on its future.

With few fireworks expected in terms of plane orders and defense programs, companies may use the airshow to talk about investments in partnerships, acquisitions, technology and the environment, industry watchers said.

The organizers stressed that all the exhibition areas had been rented out for this year’s airshow, marking the 100th anniversary of the event, which had nearly 2,000 exhibitors and 400,000 visitors two years ago.

“I expect to see the big players of the industry placing their bets, articulating their strategies on how they are planning to strengthen their presence into the service business,” said Damien Lasou, Paris-based managing director with global consulting and technology services company Accenture.

“I expect as well to understand how these companies are shaping their new offering, shifting from selling a product to selling a solution,” he added.